Expedição abril 2016:

Monitoramento Marinho dos Impactos do Despejo de Rejeitos de Minério da SAMARCO no Rio Doce

Navio de Pesquisas Soloncy Moura (ICMBio) no porto de Vitória-ES prestes a seguir para a expedição de monitoramento marinho dos impactos de rejeitos de minério no Rio Doce.

Data

19-27 de abril de 2016 (09 dias de campo).

Alvos científicos:

Registrar a abrangência dos impactos dos rejeitos da mineradora SAMARCO sobre o Rio Doce nos ambientes marinhos do sul do Banco dos Abrolhos.

Coordenação da ação em relação ao desastre no Rio Doce:

Alex C. Bastos (UFES).

Área de estudo:

Ambientes costeiros do norte do Espírito Santo e sul da Bahia, entre Guarapari e o Arquipélago dos Abrolhos, 8 a 50 m de profundidade.

Técnicas empregadas:

Coleta de material biológico, sedimento e água, utilizando dragas, redes de arrasto de fundo, Van Veen, garrafa Niskin e mergulho científico.

Equipe:

Multi-institucional a bordo do Navio de Pesquisas Soloncy Moura, liderada pelo ICMBio, sendo o pesquisador Fernando Moraes o representante da Rede Abrolhos.


A Rede Abrolhos participou especificamente na coleta de sedimentos e material biológico (algas, invertebrados e peixes) durante esta campanha oceanográfica para monitoramento marinho dos impactos da enxurrada de rejeitos de minério no Rio Doce. Em um mini estúdio fotográfico montado no laboratório do navio, todas as amostras de sedimentos foram fotografadas, assim como exemplares representativos das principais espécies coletadas em 27 estações de oito localidades amostradas ao norte e sul da Foz do Rio Doce.

  1. coletas de aproximadamente 150 exemplares de algas, invertebrados e peixes;
  2. produção de 1.700 imagens (fotos e vídeos) dos procedimentos de coleta e processamentos do material a bordo, assim como dos sedimentos e das espécies coletadas;
  3. registro do início do fenômeno de branqueamento em massa dos corais em Abrolhos.

Este rico acervo fotográfico e em vídeo é uma fonte primária de informações estratégicas para a caracterização dos ambientes e da biodiversidade nos fundos não consolidados e recifais desta região da plataforma continental brasileira. Os novos registros também agregam informações importantes ao monitoramento de longo prazo das comunidades coralíneas do Banco dos Abrolhos desenvolvido há mais de uma década pela Rede Abrolhos. Todo o material biológico coletado pela Rede Abrolhos foi tombado na Coleção Científico/ Didática da Seção de Assistência ao Ensino (SAE) do Museu Nacional – UFRJ. Este conjunto de lotes foi fotografado e será disponibilizado para consulta e empréstimo via o serviço da SAE, apoiando professores e educadores em atividades de ensino formal, exposições, palestras e feiras de ciências.

As amostras e dados coletados nesta campanha oceanográfica foram utilizados na divulgação do trabalho de monitoramento ambiental independente realizado pelas instituições públicas envolvidas. O Programa Expedições, veiculado na TV Brasil em cadeia nacional, exibiu entrevistas concedidas e imagens produzidas pelos pesquisadores Gilberto Amado-Filho e Fernando Moraes, da Rede Abrolhos, na matéria O Futuro do Rio Doce, que abordou a enxurrada de rejeitos de minério no rio – a maior catástrofe ambiental do Brasil.

Com isso, a Rede Abrolhos reforça seu compromisso com o monitoramento de longo prazo do Banco dos Abrolhos e com a ampla e democrática divulgação das informações científicas geradas, ampliando os canais de comunicação direta com a sociedade para disseminar a importância do conhecimento nos processos de gestão e conservação marinha internacionais.

 

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