Rede Abrolhos levou exposição interativa ao Sul da Bahia

Exposição de material biológico coletado pelos pesquisadores da Rede Abrolhos na quadra esportiva do vilarejo de Barra de Caravelas, no sul da Bahia. O público jovem mostrou-se bastante curioso sobre a biodiversidade da região onde vive, reforçando a importância da difusão e popularização da ciência.

A exposição revelou aspectos singulares da biodiversidade do Banco dos Abrolhos, apresentando para crianças, jovens e adultos resultados das pesquisas científicas desenvolvidas pela Rede Abrolhos no maior complexo coralíneo do Atlântico Sul – o Banco dos Abrolhos. Para isso, foram expostos dezenas de exemplares da fauna e flora marinha local, fotografias ampliadas e equipamentos científicos utilizados nas expedições.

Idealizada pelo pesquisador Fernando Moraes, a exposição contou com 40 fotografias aéreas e submarinas dos diferentes ambientes que compõem o mosaico recifal da região, destacando ambientes pouco conhecidos, como os recifes mesofóticos, as Buracas e o maior banco de rodolitos do mundo. O público se mostrou bastante receptivo e entusiasmado com a iniciativa, que reforçou a importância do Parque Nacional para a conservação da natureza e o desenvolvimento sustentável.

No Colégio Polivalente de Caravelas-BA, os alunos da rede pública de ensino receberam explicações sobre as formações recifais do Banco dos Abrolhos diretamente de estudantes universitários, técnicos e pesquisadores da Rede Abrolhos.
Outro ponto alto da exposição foi a apresentação de equipamentos utilizados no dia-a-dia das pesquisas científicas no Banco dos Abrolhos. Drone, submersível (ROV) e o ”mergulhador científico” chamaram a atenção dos jovens estudantes.

Diversas espécies de corais endêmicos (exclusivas desta região), esponjas, crustáceos, moluscos e peixes, assim como rodolitos, nódulos carbonáticos formados majoritariamente por algas calcárias, foram manuseados pelo público. Com isso, os cidadãos tiveram um contato diferenciado com a vida marinha da região, o que potencializou a fixação das informações transmitidas pelos pesquisadores, alunos e técnicos presentes. Todo este material, mantido na coleção da Seção de Assistência ao Ensino do Museu Nacional-UFRJ, é emprestado regularmente para professores da rede pública e privada de ensino. A exposição de equipamentos utilizados para captação de imagens aéreas e submarinas dos recifes rasos e profundos do Banco dos Abrolhos, incluindo um drone e um robô (ROV), aguçou a curiosidade do público, principalmente das crianças e dos jovens.

O circuito expositivo terminou no píer municipal da cidade de Caravelas-BA, onde população local teve contato com o material biológico e as fotografias ampliadas sobre a biodiversidade dos recifes de Abrolhos.

“A geração de conhecimento é uma das atividades notáveis realizadas na região dos Abrolhos, que abriga a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Contar com a participação da Rede Abrolhos em atividades socioeducativas e culturais realizadas junto à comunidade pesqueira, o público escolar, os moradores e turistas foi de grande valia para apresentar de forma lúdica e interativa um pouco dos resultados científicos gerados”, destacou Fernando Repinaldo, analista ambiental do ICMBio e chefe do PARNAMAR Abrolhos.